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Neste Mês Missionário, o secretário adjunto do Regional Sul 1 da CNBB e responsável do Projeto Missionário Norte 1 – Sul 1 (norte do Amazonas e Roraima – São Paulo) padre Nelson Rosselli Filho foi entrevistado pelo jornalista Renato Papis, do Regional Sul 1. Na conversa ele relata a sua visita missionária à Amazônia.
Conhecido como bispo do Xingu, dom Erwin Kräutler, bispo da prelazia do Xingu e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denuncia: “Os cidadãos do Pará são tratados como cidadãos de segunda categoria”. À Revista Família Cristã, dom Erwin denuncia o “caos em Altamira”, resultado do início da construção da hidrelétrica de Belo Monte e dos impactos ambientais e sociais que vêm afetando a população ribeirinha e indígena. Destaca também a exploração sexual fomentada pela chegada de milhares de trabalhadores à região, a política indigenista no país e a presença e defesa dos povos indígenas, com respeito à cultura e por meio do diálogo inter-religioso. Confira, abaixo, a íntegra da entrevista publicada na edição impressa de julho/2012 da Revista Família Cristã.
Qual foi o destaque da dimensão missionária na 50ª Assembleia Geral da CNBB?
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem as diretrizes gerais, urgências, linhas e uma delas sempre é a questão da dimensão missionária ou da missão permanente. Uma Igreja que se preza se serve e avança na linha missionária, portanto, nas reflexões apareceu um pouco a dimensão missionária na vida da Igreja e dos bispos. Quando se falou sobre a Comissão para a Animação Missionária, a Missão na Amazônia, a Missão Continental, apareceu também a importância de crescer na dimensão missionária permanente da nossa Igreja. Eu tive também a oportunidade de participar e falar sobre o 3º Congresso Missionário Nacional e convidei os bispos a participar do evento. Alguns já manifestaram interesse.Padre Altevir, o senhor esteve quantos anos à frente da dimensão missionária da CNBB e do Conselho Missionário Nacional (Comina)?