CAM 7 é apresentado e mobiliza a igreja no Brasil para um novo tempo missionário

Matéria por: Pe. Renan Dantas (Comissão de Comunicação do CAM 7)

Na manhã desta sexta-feira (24), durante o encerramento da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Santuário Nacional de Aparecida, foi apresentado ao episcopado o 7º Congresso Americano Missionário (CAM 7), que será realizado de 14 a 18 de novembro de 2029, na Arquidiocese de Curitiba.

 

O CAM 7 é um dos principais eventos missionários do continente americano. Herdeiro dos antigos Congressos Missionários Latino-Americanos (COMLA), reúne Igrejas de todo o continente com o objetivo de fortalecer a consciência missionária, promover a cooperação entre as Igrejas locais e impulsionar a evangelização além-fronteiras. Mais do que um encontro, o congresso é entendido como um processo que mobiliza dioceses, paróquias e comunidades ao longo de vários anos.

 

A apresentação teve início com Dom Maurício, que situou o congresso dentro da caminhada da Igreja no Brasil e destacou seu alcance pastoral.

 

“Mais do que um evento, o CAM 7 é um processo que deve envolver toda a Igreja no Brasil, despertando a consciência missionária em nossas comunidades”, afirmou.

Após sua fala, foi exibido um vídeo institucional que recordou o caminho percorrido desde o anúncio do Brasil como sede do congresso, feito em Porto Rico, até o momento atual de preparação.

 

Em seguida, a diretora nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Regina da Costa Pedro, apresentou o tema, o lema e o objetivo geral do congresso. Segundo ela, essas definições nasceram de um amplo processo de escuta e participação eclesial.

“O tema e o lema expressam uma Igreja em saída, que anuncia e testemunha Jesus Cristo nas diversas realidades do nosso continente”, explicou.

Dom Maurício retomou a palavra para reforçar que o congresso não deve ser reduzido à sua realização em 2029.

“O verdadeiro fruto do CAM 7 não será medido pelo número de participantes, mas pela capacidade de transformar a vida missionária das nossas dioceses”, destacou.

 

A irmã Regina detalhou ainda a estrutura de preparação, que envolve diferentes níveis da Igreja — local, regional, nacional e continental — com a participação de 22 países das Américas. “Queremos um processo verdadeiramente sinodal, com a participação de todo o povo de Deus, para que o congresso seja expressão da comunhão e da corresponsabilidade missionária”, afirmou.

 

Um dos momentos centrais da apresentação foi a votação de duas propostas concretas para o caminho preparatório. A primeira prevê a realização de um Ano Missionário Nacional, entre novembro de 2028 e novembro de 2029, e teve excelente êxito na votação, sendo amplamente acolhida pelo episcopado. A segunda propõe uma coleta missionária nacional extraordinária, também em 2028, destinada à organização do congresso.

 

Ao comentar as propostas, Dom Maurício ressaltou o significado das decisões tomadas pelos bispos. “Essas iniciativas demonstram o compromisso da Igreja no Brasil com a missão e com a preparação do CAM 7 como um verdadeiro tempo de renovação”, disse. A irmã Regina reforçou que o envolvimento das comunidades será essencial para o êxito do processo.

“O CAM 7 só terá sentido se conseguir mobilizar as bases, despertando uma cultura missionária que permaneça para além do congresso”, pontuou.

 

A apresentação evidenciou que o CAM 7 se configura como um momento estratégico para a Igreja no Brasil e no continente. Em sintonia com as diretrizes pastorais aprovadas durante a Assembleia, o congresso reforça a missão como eixo central da ação evangelizadora. Ao final, permanece o desafio de transformar a proposta em caminho concreto, capaz de alcançar as comunidades e gerar frutos duradouros, consolidando uma Igreja cada vez mais missionária e em saída.

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